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Subsecretário da Seplag, Otávio Maia, e o diretor-geral do Idene, Nilson Borges, em reunião da Sudene

 

Para definir critérios de prioridade para o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE 2020-2023), os governos dos 11 estados que integram a Sudene, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, se reuniram nessa quarta-feira (12), em Fortaleza. Ao final chegaram-se a cinco critérios definidos por pesos de 2 a 5.

O PRDNE terá vigência entre 2020-2023, tramitando junto ao Plano Plurianual (PPA) do governo federal e está dividido em eixos estratégicos: inovação; desenvolvimento de capacidades humanas; dinamização e diversificação produtiva; segurança hídrica e conservação ambiental; desenvolvimento social; e desenvolvimento institucional.

Representando Minas Gerais -- ratificando propostas já defendidas pelo governador Romeu Zema -- estiveram na reunião o diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Nilson Borges, e o subsecretário de Gestão e Apoio às Políticas Estratégicas da Seplag, Otávio Martins Maia.

Entre as principais propostas de Minas estão a duplicação da BR-251, trecho entre Montes Claros e Cachoeira de Pajeú, melhoria da malha ferroviária no trecho entre Montes Claros e Salvador (BA), ações de enfrentamento da seca, execução das linhas de transmissão e subestações de energia, além do fortalecimento da agricultura irrigada e estímulo à energia fotovoltaica. No que se refere à BR-251, o Governo de Minas defende que governo federal estadualize a rodovia para que o Estado possa fazer a concessão à iniciativa privada, gerando uma receita entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões.

Critérios definidos para execução de projetos

O critério em que mais se encaixam os projetos estruturantes apresentados pelo governo mineiro ganhou peso 5 e foi definido como impacto estruturador, capaz de promover mudança na realidade regional, por meio da competitividade e inovação, além de valorizar a conservação ambiental e causar transformações sociais.

A transversalidade ganhou peso 4 com o potencial de impactar em projetos diversos. A integração regional do Nordeste, com foco em regiões intermediárias, ganhou peso 3, assim como o ponto chamado de abrangência regional, que enfrenta os estrangulamentos ou aproveita potencialidades da maioria dos estados. E com peso 2, o critério do que é factível na sua execução, considerando institucionalidade, existência de projeto detalhado e disponibilidade de recursos.

“Essa reunião foi mais um passo dado por Minas, obedecendo a diretriz do governador Zema de estarmos mais próximos da Sudene para que possamos participar das definições de projetos que transformem a vida da população do semiárido mineiro”, afirmou o diretor-geral do Idene. Ele ressaltou também a importância da participação do subsecretário Otávio Martins Maia, da Seplag.

A partir de agora, os critérios serão levados em consideração para a definição de aplicação de recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional destinados à Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, que inclui além dos estados nordestinos, mais de uma centena dos municípios mineiros e quase trinta do Espírito Santo.

 

Mais informações: (31)3915-5232

Assessoria de Comunicação do Idene